quarta-feira, 9 de março de 2011

Estrela

Longas foram as noites que estive presente, a teu lado,
Várias as semanas em que dormi de dia pra’ noite sonhar acordado.
Como ela brilhava e me iluminava,
As gargalhadas que eu dava com as histórias que ela contava.
Nos dias de céu limpo como ela se apresentava,
Mais do que as outras todas, ela brilhava.
E eu, vitima da paixão passava as noites a seu lado,
Deitava-me na relva e mesmo sabendo que era precipitado,
Eu dava-lhe a minha mão.
E quando o Sol vinha e a minha estrela fugia,
Algumas as noites em que nem se despedia,
E eu sozinho ali no chão.
Quando estava de chuva e as gotas tornavam-se pesadas,
Quando os trovões faziam luz e tu não me iluminavas,
Eu ficava na esperança de poder ver-te um segundo,
E mesmo cheio de lama, um imundo, moribundo,
Eu guardava um segredo.
No dia em que nós terminámos e tu nunca mais apareceste,
Notei que a estrela só apareceu enquanto tu também estiveste.
E quando me deitei e vi a estrela a chegar,
Ela não vinha do céu, mas continuava a brilhar.
Vinha do meu lado e deitou-se ali comigo,
E foi então que entendi e que tudo fez sentido.
Que tu és a minha estrela, perfeita constelação,
És brilho do meu mundo que ilumina o meu coração.

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