segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Anjo


Lembro-me de ti,
lembro-me de teres sussurrado ao meu ouvido o quanto me acreditavas,
De me incentivares a subir e aparar as minhas quedas.
Degrau a degrau ajudaste-me a ser quem sou,
E em todas as quedas mostraste-me o que falhou,
Em todas os sobressaltos asseguraste-te de que nada acabou,
Guiaste-me e acreditas-te quando ninguém acreditou.
Murmurei para mim mesmo, interrogava-me para saber quem eras,
Quem era esta Luz brilhante que me protegia de todas as feras?
Quem me ensinava a confiar e a crer em coincidências paralelas?
Quem me mostrou que por detrás de uma verdade existem milhares de balelas?
Mergulhei no meu subconsciente ciente de que te encontrava,
Dentro da minha alma, como um escudo me cercavas,
Como uma mãe agarra a cria tal e qual tu me agarravas.
Quem és tu ?
Porque me livraste de todas estas ciladas?
Porque me ensinaste a não seguir trilhos quando temos uma estrada?
Serás meu amigo?
Serás uma miragem?
Um amigo imaginário do tempo da primária?
O céu iluminou-se,
Uma luz centralizada,
Do brilho saiu a voz que dizia:
- Sou o teu anjo da guarda!

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