segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Escrita


Sentado na cama em frente da janela, vi as estrelas brilhar,
Eram tantas e tantas estrelas que não consegui contar,
Estava triste comigo mesmo a pensar no meu futuro,
Queria Ter um novo começo, queria um porto seguro.
Construí tantos planos e alimentei tantos sonhos,
Que não reparei que o único sonho que tenho que ter é ser feliz.
E por tentativas frustradas de auto-realização, não tive os começos mais
risonhos,
Construí tanta e fiz tanta coisa que nem sei bem o que fiz,
A busca pela felicidade não só me deu o que não queria como complicou o que sempre quis.
Agora sentado nesta cama vou procurando um novo começo longe deste lugar,
A vida é tão curta que nem sei bem por onde começar.
Já errei tanto, já sofri tanto que já estranho a ausência dos cabelos cor de
neve,
Tenho a Alma de alumínio, a que não queima, mas ferve,
Não queima em relação ao amor, mas ferve em relação ao passado,
Tentando um novo começo, procurando sentir-se realizado.
São duas as palavras que me movem, são três a que me fazem parar,
Sonhos e Felicidade são as que me fazem andar,
Família, Dor e Guerra as capazes de me bloquear.
Escondendo-me por detrás das palavras, vou escrevendo para nunca me
encontrarem,
Escrevo textos e faço poemas para os outros se contemplarem.
Assim, vou-me refugiando e entusiasmando as pessoas,
Vou escrevendo boas obras e outras menos boas,
Mas que são lidas.
São lidas porque foram escritas e a escrita é para se ler,
São lidas porque trazem experiência e uma outra forma de ver,
De ver o Mundo, de ver a vida, é de se aproveitar,
Já diz o velho provérbio, ‘O saber não Ocupa lugar’

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