domingo, 24 de outubro de 2010

Mergulho


Quando interagi contigo não esperava qualquer resposta da tua parte, ainda assim soubeste responder de uma forma tão carinhosa que os Céus cinzentos, sem cor, passaram a azul e o Sol, tapado não teimou a aparecer. Sorri, e por aspectos característicos da minha pessoa não só sorri uma vez, nem duas, nem três, sorri cinco ou seis vezes e depois sorri outra vez. O meu espírito havia sido conquistado pela ousadia de uma alma sã. Corri pelo teu corpo e alinhei-me ao teu parecer, fiz tudo o que não podia no intuito de te querer. De te querer de uma forma não só espiritual, carnal, não. Adaptei-me ao teu cofre, fiz uma cópia da chave e guardei lá o meu corpo, escondi-me no teu olhar. Mergulhei nos teus olhos verdes, agarrei-me ao teu suspiro, instalei-te no meu peito e de lá nunca te tiro, está bem à esquerda guardado, no meu coração de pedra, Entras-te por uma racha e foste a excepção à regra. Pedi então que me aceitasses e fui correspondido, não tenho medo de o dizer e escuso de andar escondido

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