segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Armadilha

Telefonei tantas vezes, muitas sem número atribuído,
Procurei-te por toda a parte mas tu andavas escondido,
Fui vitima da paixão, mas disso não tiveste consideração,
Preferiste trair a minha confiança e partir-me o coração.
Se me lembro do teu sorriso e recordo as tuas palavras,
E quando eu estava deitada, o carinho que me davas.
Quando estava muito frio eras o meu cobertor,
Foste o sol que me aqueceu na ausência de calor.
Foste a lenha e eu o fogo mas não houve combustão,
Fui a vitima e tu a fera desta nossa relação,
O que é doce nunca amargou porém foste a excepção,
Toda a tua futilidade fez de ti maior cabrão.
Quantas vezes dormi sozinha e temi andar no escuro,
Foste o barco que atracou e fez do meu porto, seguro.
Não nego toda a saudade e eu caia se te engano,
Mas fui apenas etapas nesse teu enorme plano.

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