Querias saber o que era, o que tinha eu rasgado,
O papel todo escrito ou até todo riscado,
Não sabias o que era mas a curiosidade falou mais alto,
Violaste todas as regras e deu-se um sobressalto.
Foi quando te vi no quarto a juntar pedaço a pedaço,
Duvidaste do que sinto, fizeste de mim palhaço,
E quando viste a mensagem preferiste nunca ter lido,
É o que dá espiar amor e ter um coração bandido.
“Passaste a mão no meu braço e sentaste-te no meu colo,
Estás virada para mim, seguindo o protocolo,
Enrolo-te nos meus braços e mordo a tua bochecha,
És linda, perfeita e sincera mas o meu coração não deixa,
Não deixa, não deixa que te envolvas, mas deixa-me envolver-te,
Avisa-me “ tem cuidado “ que posso nunca mais voltar a ver-te.
A tua camisa está no chão, está junta com a minha,
Despistes os meus preconceitos, os que nem sabia que tinha.
Os chupões no teu corpo, as mordidas no meu,
Faz com que tenha carinho, tenha algo que foi teu.
Uma grande parte de mim está em ti, mas não tenho qualquer certeza,
Agarrados da cadeira, estamos agora na mesa,
E aperto-te com força, com medo de ter perder,
Sei que por ti é diferente que só pensas em “comer”,
Mas eu aproveito o momento e imagino que foi amor,
Prefiro viver iludido, do que sexo a favor!”
Era o que dizia a carta, a que eu não queria que lesses,
Estava a esperar que crescesses e que também amadurecesses,
Em vez disso, estás igual e a culpa também é minha,
Por te dar sexo emprestado numa esperança que ainda tinha.
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