segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Trono

Recordaste de sairmos à rua?
Recordas o nevoeiro bem denso?
Recordas como era o teu beijo?
Como o teu toque era intenso?
Eu sim..
Eu lembro-me da chuva, do granizo e da neve,
As tuas crenças contraditórias e por vezes tão leves.
Apoiavas-me o meu comício e votavas a meu favor,
Derrubaste-me do teu trono, asseguraste-me a dor.
Os teus propósitos políticos a favor do teu sistema,
Defendes o Amor em memória da história grega,
A revelaste a tua paixão, puseste as cartas na mesa.
Talvez seja de seres egoísta ou a liberdade do teu ser,
És dona e senhora, só tu podes escolher.
Ou vai tudo o que tu sonhas ou sonhas tudo aquilo que vai,
Afugentas o teu bem e isso é algo que me atrai.
Não és ameaçadora, mas tenho medo das tuas palavra,
Gozavas, falavas mal enquanto eu nem sequer falava.
Vives na guerra fria e eu sou teu aliado,
Vivo sob o teu poder, sou até bombardeado.
Rigorosa na fronteira numa era de revolução,
Revolucionaste o meu corpo a partir do coração.
A geografia dos teus movimentos, a tua acessibilidade,
Tens acesso a qualquer burocrata mesmo que menor de idade.
Os teus modos estranhos com certificado de má vida,
Reinas tanta e tanta gente mas tu mesma estás perdida,
E Talvez consigas sentir o que tens, esse teu vasto império,
Dominas tudo o que é homem, de hemisfério a hemisfério,
O espírito da liberdade que tu defendes é invulgar,
Defendes sexo por sexo, sem que precises amar.
Mas afinal quem sou eu para defender os meus preceitos?
E Admito gosto de ti mesmo com todos esses defeitos

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