segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Salvação

Correste depressa até mim e choravas baba e ranho,
Na mão tinhas um objecto, algo branco um pouco estranho.
Pedi que te acalmasses mas não paravas de me bater,
O meu peito estava negro mas não era a mim que estava a doer.
Ela queria falar mas os soluços não permitiam
Pedi que se acalmasse mas os nervos impediam.
Agarrei-a com toda a força e abracei-a contra o meu peito,
Pedi que se calasse que o pior já estava feito.
Tirei-lhe o que tinha na mão, algo branco com riscas rosa,
Pensei que fosse um brinquedo ou uma caneta pirosa.
Mas quando a vi assim, o meu coração acelerou,
Imaginei o que seria, uma lágrima chegou.
Naquele momento pensei que a minha vida estava estragada,
O periodo não lhe veio e ela parecia aterrorizada,
Não sei se o que previa se passava,
mesmo assim eu já esperava.
Olhaste para mim, emanei um sorriso,
escusado será dizer que também esse era fingido.
Somente não sei que te diga, se a vida acabou de terminar,
Quiseste orgasmos à força e eu limitei-me a ajudar.
Mas confesso, sou culpado, com esta não estava a contar,
Tocou então o despertador, acordei a transpirar,
E hoje meu amor eu não quero imaginar,
Eu estava aterrorizado com tudo o que tinha sonhado,
Porque tu estás do meu lado,e eu sei que foi errado,
Mas uma cama e dois corpos...
Nunca deu bom resultado.

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